Como ficará o cálculo de TCO com IBS e CBS? 

TCO IBS CBS

A introdução do TCO (Total Cost of Ownership), que representa o custo total de propriedade de um ativo ou operação, será profundamente impactada pela nova estrutura tributária brasileira com os impostos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).  

reforma tributária brasileira promove a substituição de tributos atuais como PIS, Cofins, ICMS e ISS por um modelo de IVA dual, composto pelo IBS (no âmbito estadual e municipal) e pela CBS (no âmbito federal), com o objetivo de simplificar e desburocratizar o sistema de tributos sobre consumo.  

O que muda no cálculo de TCO com IBS e CBS?

Atualmente, o cálculo do TCO em logística considera uma série de tributos que incidem de forma cumulativa em diferentes etapas — por exemplo, ICMS sobre o transporte interestadual ou PIS/Cofins sobre o faturamento.  

Com a chegada do IBS e da CBS, o modelo muda para um sistema não cumulativo, onde o imposto incide apenas sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia, eliminando a tributação em cascata.  

Essa mudança terá impacto direto sobre o TCO porque: 

 IBS e CBS serão destacados na nota fiscal: isso dará mais transparência sobre os tributos pagos em cada etapa do processo logístico, facilitando o rastreamento do custo real de cada serviço ou bem.  

 Créditos fiscais serão mais amplos: no novo modelo, empresas poderão gerar crédito de IBS e CBS sobre despesas relevantes à operação (desde que tributadas), reduzindo o custo líquido desses tributos no cálculo de TCO.  

 Custo de compliance pode diminuir: com regras padronizadas de IBS e CBS, haverá menos variantes por estado ou município, o que simplifica o controle de tributos dentro do cálculo de TCO para operações interestaduais.  

Fase de transição e impacto no TCO 

A transição para o novo modelo tributário começa em 2026 e vai até 2033, período em que IBS e CBS convivem com os tributos atuais, sendo gradualmente ampliados enquanto ICMS, ISS, PIS e Cofins são reduzidos.  

Durante essa fase: 

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Desafios práticos para logística e suprimentos 

Para os setores de suprimentos e logística, recalcular o TCO com base em IBS e CBS exigirá mais do que uma simples atualização de sistemas contábeis. Algumas mudanças práticas incluem: 

 Revisão de precificação de serviços: como o cálculo de TCO vai refletir tributos destacados e créditos de IBS e CBS, preços de frete, armazenagem e distribuição deverão ser recalculados para manter margem de lucro.  

 Reengenharia de processos fiscais: a inclusão de IBS e CBS na base de cálculo de tributos precisa ser totalmente integrada aos fluxos de emissão de notas e controle de créditos tributários.  

 Planejamento tributário estratégico: empresas com grandes cadeias de abastecimento podem se beneficiar ao antecipar créditos de IBS e CBS, reduzindo o TCO agregado sobre estoques, insumos e serviços logísticos. 

Conclusão 

Com a chegada do IBS e da CBS, o cálculo do TCO passou a exigir mais precisão tributária do que nunca. Mas fazer isso de forma manual ou em planilhas aumenta o risco de erros e decisões pouco eficientes para a cadeia de suprimentos e logística. 

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