A transformação digital deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade dentro das empresas. Em um mercado cada vez mais competitivo, organizações que ainda operam com processos manuais, decisões descentralizadas e pouca inteligência de dados acabam perdendo eficiência, competitividade e capacidade de crescimento.
Esses foram alguns dos principais temas abordados pelo gerente de projetos e especialista em desenvolvimento de negócios do Portal de Compras USEMOL, Fábio Castro, em sua participação recente no vídeocast Estúdio Conversa.
Ao longo da conversa, ficou evidente que crescimento sustentável não depende apenas de vender mais, mas de criar processos estruturados, utilizar tecnologia de forma estratégica e transformar pessoas em agentes de evolução dentro do negócio.
O surgimento do USEMOL e a evolução da gestão de compras
O Gerente de Projetos, trouxe durante o episódio um contexto muito importante sobre o início do USEMOL.
“O USEMOL é: “Uso e Manutenção online”. […] As cinco maiores empresas do Brasil de manutenção na época, SEMAPI, Space, Logical Software, eram cinco empresas que tinham softwares de manutenção, e eles falavam que a manutenção estava resolvida, mas era culpa de compras”
Na época, existia uma percepção muito forte de que muitos problemas operacionais da manutenção estavam ligados à área de compras.
A manutenção industrial depende diretamente da disponibilidade correta de peças, componentes, materiais e fornecedores qualificados. Quando o processo de compras não funciona adequadamente, toda a operação sofre impactos.
Foi nesse cenário que surgiu a ideia de desenvolver uma solução tecnológica que conectasse processos de compras, manutenção e gestão operacional.
Inicialmente, o projeto tinha foco em cotações eletrônicas, mas rapidamente evoluiu para algo muito maior: uma plataforma completa de gestão de compras e suprimentos.
Durante os anos 90 e início dos anos 2000, o setor de compras começou a deixar de ser apenas operacional para assumir uma posição estratégica dentro das empresas. A estabilização econômica do país permitiu maior previsibilidade financeira, planejamento e profissionalização da cadeia de suprimentos.
“A mudança do cenário brasileiro fez com que profissionalizasse a área de compras. Antes era visto como uma área de custo, hoje é visto como uma área de lucro […] consegue ver isso e risco associado a fornecedor, a qualificação”.
O conceito de saving e a maturidade das áreas de compras
Outro tema muito interessante abordado no podcast foi a evolução do conceito de saving dentro das empresas.
Muitas organizações ainda interpretam saving apenas como redução de preço em uma negociação. Porém, a visão estratégica vai muito além disso.
Fábio explicou que existem diferentes modelos de saving, como:
- Saving por negociação;
- Saving histórico;
- Saving sobre orçamento previsto;
- Saving por eficiência operacional;
- Saving por padronização;
- Saving por mitigação de risco.
Isso demonstra o quanto a área de compras se tornou estratégica.
Quando uma empresa consegue prever gastos, estruturar contratos, acompanhar indicadores e negociar com inteligência, ela deixa de apenas “comprar mais barato” e passa a gerar impacto financeiro real para o negócio.
“Tem empresas que não vale a pena ter um sistema de compras. Porque uma empresa de serviço, que ela tem três, quatro funcionários, só compra bota, EPI, ali para fazer o serviço, não vale a pena ter um sistema. Mas se você tem problema de descentralização de compras, se você é uma empresa pequena, mas você tem muitos contratos que você não sabe onde estão os contratos. Então descentralização, falta de padronização de contrato, ou você se obriga a ter uma área de compras, cabe para você ter o sistema”.
Nesse cenário, o USEMOL contribui como uma ferramenta capaz de estruturar operações, conectar áreas e fornecer inteligência para decisões mais assertivas.
O papel das pessoas na transformação empresarial
Apesar de toda evolução tecnológica, um dos pontos mais fortes do podcast foi a valorização das pessoas dentro da transformação empresarial.
Uma frase marcante da conversa resume muito bem essa visão:
“O sistema não está para eliminar pessoas, ele está para transformar as pessoas em estratégicas.”
Esse é um ponto fundamental. Existe um medo natural de que tecnologia, automação e inteligência artificial substituam profissionais. Porém, na prática, o maior impacto acontece na transformação das atividades.
Processos repetitivos, operacionais e burocráticos tendem a ser automatizados. Com isso, os profissionais ganham espaço para atuar de forma mais analítica, estratégica e inteligente.
Empresas que entendem isso conseguem desenvolver equipes mais preparadas para o futuro. Ao invés de gastar tempo em controles manuais, buscas de informações ou retrabalho, os profissionais podem focar em:
- Estratégia;
- Negociação;
- Gestão de fornecedores;
- Análise de dados;
- Planejamento;
- Inovação;
- Relacionamento;
- Tomada de decisão.
O principal aprendizado deixado pelo Podcast é que crescimento empresarial sustentável depende do equilíbrio entre tecnologia, estratégia e pessoas.
Tecnologia sozinha não resolve problemas estruturais. É necessário que exista gestão, cultura organizacional e visão estratégica.
Ao mesmo tempo, empresas que ignoram transformação digital acabam ficando limitadas operacionalmente.
O USEMOL surge justamente como um exemplo dessa evolução do mercado: uma plataforma criada para resolver desafios operacionais que se transformou em uma solução estratégica para gestão de compras, suprimentos e eficiência empresarial.
Em um cenário cada vez mais competitivo, organizações que conseguem estruturar processos, utilizar dados com inteligência e transformar seus profissionais em agentes estratégicos estarão mais preparadas para crescer de forma consistente, segura e sustentável.
Assista aqui ao episódio completo com Fábio Castro:



