Manutenção preditiva evita parada drástica em linha ferroviária

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Em grandes operações ferroviárias, existem equipamentos que raramente aparecem em destaque, mas que sustentam toda a eficiência do sistema. A esmerilhadora ferroviária é um deles. Responsável por restaurar o perfil ideal dos trilhos ao longo de extensos trechos da via, esse equipamento atua continuamente para garantir segurança, desempenho e confiabilidade à circulação dos trens de carga. 

Segundo Meroveu Benetollo Travia e André Luiz Teodoro de Souza, analistas de Manutenção Preditiva da SEMAPI, “a esmerilhadora é um ativo silencioso, mas absolutamente estratégico. Uma falha inesperada pode comprometer janelas operacionais inteiras e gerar penalidades contratuais difíceis de reverter”. 

Por meio de um conjunto de rebolos que percorrem a linha, o processo de esmerilhamento corrige irregularidades, remove defeitos superficiais e devolve aos trilhos sua geometria adequada. O impacto é direto e mensurável: redução do atrito entre roda e trilho, aumento da velocidade operacional, menor consumo de combustível e diminuição do desgaste de componentes ferroviários. Tudo isso se reflete em menos intervenções corretivas e maior vida útil da via permanente. 

Justamente por sua importância estratégica, qualquer falha inesperada nesse tipo de equipamento pode gerar consequências significativas, como paradas não programadas, riscos à segurança operacional e multas contratuais decorrentes do não cumprimento dos níveis mínimos de disponibilidade. “O desafio vai muito além de corrigir falhas. Precisamos impedir que elas coloquem em risco indicadores contratuais críticos”, destaca André. 

Foi nesse contexto que a SEMAPI passou a atuar de forma contínua no monitoramento preditivo dessa composição ferroviária de um cliente. 

 

O desafio 

 

Diferentemente de cenários em que a manutenção reage a falhas já instaladas, o desafio aqui era mais sofisticado: preservar o excelente estado operacional de um equipamento crítico, impedindo que pequenas variações evoluíssem para falhas graves 

Além disso, tratava-se de uma esmerilhadora em constante deslocamento ao longo da malha ferroviária. Isso exigia inspeções extremamente bem planejadas, alinhadas às janelas de manutenção programada e ao posicionamento exato do equipamento na via. “A margem para erro era mínima. Uma intervenção fora de hora poderia comprometer o cronograma e pressionar indicadores de SLA”, explica André. 

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A estratégia adotada 

 

A SEMAPI estruturou um programa de manutenção preditiva baseado em múltiplas técnicas, oferecendo uma leitura completa e confiável da condição dos ativos ao longo do tempo. 

As inspeções passaram a ser realizadas por meio de visitas trimestrais, cuidadosamente planejadas, utilizando: 

Análise de vibração, para avaliar o comportamento dinâmico dos componentes; 

• Termografia, identificando pontos de aquecimento anormal;  

• Análise de ruído, capaz de detectar alterações sutis no funcionamento dos equipamentos.

Essa abordagem integrada permitiu não apenas identificar possíveis anomalias, mas acompanhar sua evolução, criando histórico técnico e previsibilidade para a tomada de decisão. “Cada alerta tratado preventivamente representa um risco a menos de penalidade por indisponibilidade”, reforça Meroveu.

 

O que os dados revelaram

 

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Ao longo do monitoramento, os resultados foram consistentes: mais de 95% dos ativos da composição permaneceram em condição de bom estado. Através da nossa equipe, foram identificados alertas pontuais — sinais iniciais que, sem acompanhamento, poderiam evoluir de forma silenciosa. 

Com base nos diagnósticos da SEMAPI, a equipe do cliente realizou intervenções direcionadas, como relubrificação de componentes e reaperto de terminais elétricos. Essas ações foram suficientes para devolver rapidamente os equipamentos à condição normal de operação, sem qualquer impacto na disponibilidade do sistema.  

“Houve atuação direta em equipamentos que apresentavam níveis de alarme que poderiam evoluir para paradas não programadas. Essas intervenções resultaram em manutenções programadas pontuais, com retorno dos equipamentos à condição de bom estado, evitando falhas graves e interrupções no processo”, explicam Meroveu e André. 

 

Resultados 

 

O principal resultado deste case não está apenas no que foi corrigido, mas no que foi evitado: 

• Os equipamentos foram mantidos continuamente em bom estado;  

• O risco de falhas inesperadas foi reduzido de forma significativa;  

• Preservação contínua dos SLAs operacionais; 

• As intervenções passaram a ser previsíveis e programadas;  

• A segurança operacional foi preservada;  

• Falhas catastróficas e paradas não programadas foram evitadas. 

Por isso, o valor economizado é considerado inestimável. Em operações ferroviárias, garantir que um equipamento crítico continue operando de forma confiável é, muitas vezes, o maior indicador de sucesso da manutenção preditiva. “Cada falha evitada também é uma multa evitada. No fim das contas, a manutenção preditiva ultrapassa a barreira técnica e se torna uma ferramenta essencial para evitar prejuízos financeiros”, conclui Meroveu. 

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